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Empresa sul-coreana busca parceiros para investir em energia elétrica no Brasil

Empresa sul-coreana busca parceiros para investir em energia elétrica no Brasil

Intenção é construir duas termelétricas, uma no Ceará e outra no Espírito Santo


A sul-coreana Korea Midland Power Co Ltd (Komipo) está à procura de parceiros para investir em energia elétrica no Brasil. O anunciou foi feito por Tae-Yeon Kim, gerente sênior da Komipo, durante o Korean Electrical Business Road Show 2014, rodada de negócios do setor de energia realizada pela Agência Nacional de Comércio Exterior e Investimento da Coreia do Sul (Kotra), ocorrida na última semana, em São Paulo.

A Komipo atua a 40 anos na Coréia do Sul, desenvolvendo projetos de fonte eólica, solar, termoelétrica e hídrica. Especialista em projetos para geração e transmissão, a empresa quer desenvolver dois projetos de usinas termoelétricas nos estados do Ceará e Espírito Santo. Com o planejamento para o Ceará em andamento, a Komipo prevê a instalação da nova usina termoelétrica para 2016, com capacidade de geração de 200MW. “Nosso diferencial é a segurança nos projetos", diz Kim.

Roberto Castro, engenheiro do Conselho de Administração da CCEE, Câmara de Comércio de Energia Elétrica (CCEE), participou do evento. Segundo o engenheiro, o consumo sul-coreano e brasileiro é parecido, porém, quando é feito o cálculo per capita, o Brasil precisa ainda de muitos investimentos para alcançar o desenvolvimento asiático.

“A Coreia do Sul consome hoje 11mil MW/ hora por pessoa, enquanto o Brasil, apenas 2,5mil. Para que haja desenvolvimento econômico é necessário que haja primeiro um avanço no setor energético. Se pretendemos crescer 60% nos próximos dez anos, será preciso um investimento na margem dos US$200 bilhões no setor de geração e transmissão de energia elétrica”, declara Roberto Castro.

Embora a matriz hídrica seja responsável por mais de 62% da oferta nacional de energia, a falta de chuvas e a redução do potencial de geração tem afetado diretamente a oferta disponível para consumo da população, o que segundo Roberto Castro, abre espaço para a instalação de novas fontes energéticas.

“As hidrelétricas são de alta eficiência operacional e devemos mantê-las, mas ainda não são suficientes para atender a população brasileira e por isso, pensamos em novas fontes. As renováveis, como a eólica, que tem potencial de geração de 50% a mais em relação à sua capacidade instalada, são prioridade, porém a instalação de parques termoelétricos próximos aos centros de carga é também uma necessidade”, afirma o engenheiro.



Fonte: Jornal Energia

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